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MORTE DE PEDRO AMÉRICO


NOME: Pedro Américo de Figueiredo e Melo (62 anos) 
QUEM FOI: Romancista, poeta, cientista, teórico de arte, ensaísta, filósofo, político e professor brasileiro, mas é mais lembrado como um dos mais importantes pintores acadêmicos do Brasil, deixando obras de impacto nacional. Seu estilo na pintura, em consonância com as grandes tendências de seu tempo, fundia elementos neoclássicos, românticos e realistas, e sua produção é uma das primeiras grandes expressões do Academismo no Brasil em sua fase de apogeu, deixando obras que permanecem vivas até hoje no imaginário coletivo da nação, como Batalha de Avaí, Fala do Trono, Independência ou Morte! e Tiradentes esquartejado, reproduzidas aos milhões em livros escolares de todo o país. Na segunda metade de sua carreira se concentrou em temas orientalizantes, alegóricos e bíblicos, que preferia pessoalmente e cujo mercado estava em expansão, mas esta parte de sua obra, em sua época muito popular, rápido saiu de moda, não recebeu atenção dos especialistas em tempos recentes e permanece muito pouco conhecida. 
NASCIMENTO: 29 de abril de 1843 - Areia, PB, Brasil. 
MORTE: 7 de outubro de 1905 - Florença, Itália. 
CAUSA DA MORTE: Cólica de chumbo (intoxicação). 
OBS: Pedro Américo manifestou essa doença desde a juventude, uma doença diagnosticada como "cólica de chumbo", supostamente uma intoxicação pelas tintas que usava, e que o acompanharia por toda a vida. Por ordem do presidente do Brasil, Rodrigues Alves, e aos cuidados do Barão do Rio Branco, seu corpo foi embalsamado e transladado para o Rio de Janeiro, onde ficou exposto durante alguns dias no Arsenal de Guerra. Depois foi enviado para João Pessoa, a capital paraibana, onde recebeu exéquias solenes entre luto oficial, comércio fechado e uma multidão de admiradores, e em 29 de abril de 1906 foi provisoriamente depositado no Cemitério São João Batista, até que fosse terminado o mausoléu que o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil mandara construir em Areia. O sepultamento definitivo em sua cidade natal aconteceu em 9 de maio de 1906, também cercado de grandes homenagens. A casa onde nasceu hoje é um museu dedicado à sua memória, a Casa Museu Pedro Américo.



CÓLICA DE CHUMBO apresenta ao médico verdadeiro enigma, pois a legislação atual pôs o homem ao abrigo das intoxicações “organizadas”, profissionais ou alimentares, pelo chumbo. A cólica de chumbo manifesta-se então como intoxicação disfarçada. Diante de uma doença misteriosa, é preciso efetuar uma série de investigações sistemáticas. Através do exame de sangue, a descoberta de hemácias impregnadas de chumbo dará o diagnóstico real da afecção. O tratamento é o mesmo indicado para o saturnismo.
 

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