Você gosta de IMAGENS HISTÓRICAS? Conhece o mais completo acervo desse tipo de arquivo da internet brasileira? www.FOTONAHISTORIA.blogspot.com

MORTE DE FREI CANECA


NOME: Joaquim do Amor Divino Rabelo Caneca (46 anos) 
QUEM FOI:  Um dos mentores da Revolução Pernambucana de 1817. Preso em 1817, Frei Caneca foi levado para Salvador, onde cumpriu pena até 1821. De família humilde, desde cedo demonstrando inteligência viva e grande força moral, Frei Caneca teve formação religiosa. Professou votos no convento do Carmo, em Pernambuco e tornou-se secretário do visitador da ordem. Freqüentou centros de estudos políticos de tendência liberal e participou do movimento revolucionário, pelo qual foi preso. Ao ser libertado, de volta a Pernambuco, tornou-se professor de filosofia, geometria e retórica. Em meio a intensa atividade jornalística, fundou o jornal "Tifis Pernambucano", de oposição ao governo central conservador. Os temas políticos dominaram a carreira literária de Frei Caneca. Como escritor, ele assimilou os modelos do jornalismo panfletário e deu um tom pessoal às ideias dos filósofos franceses do Iluminismo, como Montesquieu e Rousseau.
NASCIMENTO:  20 de agosto de 1779 - Recife, Brasil.
MORTE: 13 de janeiro de 1825 - Recife, Brasil.
CAUSA DA MORTE: Fuzilado (Execução).
OBS: Frei Caneca foi condenado à forca. Foi preso e levado para um calabouço. No dia de Natal do mesmo ano, foi transferido de sua cela a uma sala incomunicável, para receber a sentença. Muito foi feito para que Caneca não fosse executado. Houve petições, manifestações de ordens religiosas, pedidos de clemência. Em vão. Dia 13 de janeiro de 1825, o prisioneiro foi conduzido à forca. Na hora de chamar o carrasco, surgiu um problema. Não havia quem aceitasse enforcar Caneca. Castigos, sangue, pancadas. Nada, ninguém queria se prestar ao papel de carrasco. Por fim, resolveram trocar a forca pela execução por fuzilamento. Estava encerrada a carreira revolucionária de Frei Caneca. Seu corpo foi deixado num caixão de pinho em frente ao Convento das Carmelitas, de onde os padres o recolheram.